Imagem: Bruno Peres
O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central (BC). No dia 30 de setembro, o sistema contabilizava aproximadamente 1,008 bilhão de registros, contra 998 milhões no mês anterior.
O crescimento representa cerca de 80 milhões de novas chaves desde o fim de 2025, quando havia aproximadamente 920 milhões de registros.
Apesar do número expressivo, a quantidade de chaves não corresponde ao total de usuários do sistema. Isso acontece porque uma mesma pessoa ou empresa pode cadastrar diferentes identificadores para receber transferências.
O Pix reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Do total de chaves registradas, 956,7 milhões estavam vinculadas a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas.
Chaves aleatórias representam mais da metade dos registros
As chaves aleatórias lideram os cadastros do sistema e permitem receber transferências sem precisar informar diretamente dados como CPF, número de celular ou endereço de e-mail.
Confira a distribuição das chaves Pix:
- Chaves aleatórias: 526,8 milhões, equivalentes a 52,3% do total;
- Números de celular: 166,3 milhões, ou 16,5%;
- CPF: 153,9 milhões, correspondendo a 15,4%;
- Endereços de e-mail: 144,6 milhões, representando 14,3%.
Como funcionam as chaves Pix?
As chaves Pix são identificadores vinculados a uma conta bancária ou de pagamento e facilitam o envio e o recebimento de dinheiro.
É possível utilizar CPF, CNPJ, número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pela instituição financeira.
Pelas regras informadas, pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada chave pode estar vinculada a apenas uma conta por vez.
O cadastro e o gerenciamento são feitos pelo aplicativo ou internet banking da instituição financeira.
A utilização de uma chave, porém, não é obrigatória. Também é possível realizar transferências utilizando os dados bancários do destinatário ou recursos como o Código QR.
Pix movimentou R$ 3,2 trilhões em setembro
O crescimento do número de chaves acompanha a ampla utilização do sistema para pagamentos e transferências do dia a dia.
Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões.
O SPI realiza a liquidação de transferências entre diferentes instituições financeiras em tempo real. Operações entre clientes da mesma instituição podem ser processadas internamente, sem passar pelo sistema do Banco Central.
Cuidados com a segurança
As chaves aleatórias oferecem uma alternativa para quem deseja receber dinheiro sem compartilhar diretamente informações pessoais. Mesmo assim, alguns cuidados continuam sendo importantes para evitar fraudes.
Antes de confirmar uma transferência, o usuário deve conferir o nome do destinatário e os dados apresentados no aplicativo bancário. Também é importante desconfiar de pedidos inesperados de dinheiro e nunca compartilhar senhas ou códigos de autenticação.
Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como medida adicional de prevenção a fraudes.
Via: Agência Brasil
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