Fiesp prepara estudo sobre mudanças na escala 6x1 e alerta para impactos no setor produtivo

Fiesp prepara estudo sobre mudanças na escala 6x1 e alerta para impactos no setor produtivo

Imagem: Tânia Rêgo

 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está elaborando um estudo próprio sobre as possíveis consequências da proposta de acabar com a chamada escala 6x1 — em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um, atualmente prevista na legislação brasileira. A iniciativa foi anunciada em meio ao avanço do debate sobre o tema no Congresso Nacional.

Segundo a entidade, transformar essa escala em regra constitucional sem levar em conta as diferenças entre setores da economia pode reduzir a autonomia de empresas e de trabalhadores para negociar suas jornadas de trabalho. Essa avaliação foi feita por meio de um comunicado assinado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A Fiesp afirma que tem mantido diálogo tanto com lideranças sindicais quanto com representantes de segmentos produtivos para ouvir diferentes perspectivas sobre a jornada de trabalho. A entidade defende que qualquer mudança na modalidade 6x1 respeite a soberania das negociações coletivas, conforme previsto na Constituição Federal.

No documento, a federação alerta que uma alteração feita de forma imediata e sem mecanismos para compensar os custos pode trazer efeitos econômicos negativos, como pressões inflacionárias e perda de competitividade no país.

Empresários consultados também têm demonstrado preocupação com o impacto da proposta em seus negócios. Representantes de setores como bares e restaurantes, por exemplo, afirmaram que a mudança poderia elevar custos e, em consequência, resultar em demissões.

A Fiesp ainda prefere aguardar a conclusão do estudo — que deve ser divulgado após o Carnaval — para fazer manifestações oficiais mais detalhadas.

Especialistas ouvidos no contexto mais amplo da discussão também apontam que a proposta de mudança na jornada de trabalho ainda enfrenta desafios políticos e legislativos, e que sua tramitação inclui várias etapas no Congresso antes de qualquer possível aprovação.

Via: CNN Brasil

 

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