Imagem: Reprodução/Redes Sociais
O atestado de óbito do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, encontrado morto no último sábado (23/05/2026) em São Paulo, confirmou que o jovem foi vítima de uma morte súbita. O laudo aponta como causa a cardiomiopatia hipertrófica, uma condição onde o músculo cardíaco (miocárdio) sofre um espessamento anormal, dificultando o bombeamento de sangue.
Gabriel, que acumulava mais de 2 milhões de seguidores em suas plataformas digitais, havia revelado publicamente no último ano o uso de hormônios esteroides, substâncias que, segundo especialistas, podem agravar severamente patologias cardíacas pré-existentes ou induzir o crescimento desordenado do coração.
Detalhes do Caso e Investigação
O corpo do atleta foi localizado por um amigo em seu apartamento na Mooca, zona leste da capital paulista, após familiares perderem o contato com ele desde a noite de quinta-feira (21). Ao arrombar a porta, Gabriel foi encontrado caído na cozinha. A perícia da Polícia Civil apreendeu diversos medicamentos no imóvel, possivelmente anabolizantes, para análise.
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Depoimentos: A mãe do jovem, Clarisse Ganley, afirmou que o filho não possuía histórico de doenças cardíacas e que ele parecia bem em seu último contato.
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Cena do Local: O boletim de ocorrência registrou que o imóvel estava organizado e sem sinais de violência ou luta corporal.
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Cerimônia: O corpo do influenciador será cremado nesta segunda-feira (25), em uma cerimônia restrita aos familiares.
Trajetória de Sucesso nas Redes
Natural do Rio de Janeiro, Ganley tornou-se um fenômeno durante a pandemia. Antes de brilhar no fisiculturismo, ele foi destaque internacional como jogador competitivo de Pokémon TCG. No esporte, começou defendendo o fisiculturismo natural, mas mudou seu posicionamento e rotina recentemente. Marcas patrocinadoras e grandes nomes do esporte publicaram notas de pesar, destacando a disciplina e o carisma do jovem atleta.
Saúde Cardiovascular e Riscos de Performance
O uso de substâncias para potencializar o ganho de massa muscular exige acompanhamento médico rigoroso devido aos impactos sistêmicos, especialmente no sistema cardiovascular.
Órgãos de saúde, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e o Conselho Federal de Medicina desempenham funções fundamentais no licenciamento de terapias hormonais, monitoramento de efeitos adversos e fiscalização da venda de substâncias controladas. Esse trabalho de vigilância técnica e sanitária é essencial para alertar sobre os riscos de morte súbita em atletas, assegurando que a busca pelo desempenho ocorra com credibilidade institucional e transparência, protegendo a vida dos jovens paranaenses e brasileiros e garantindo que o esporte avance com segurança e rigor em todo o território nacional.
Via: g1
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