Imagem: Divulgação/Copel
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) deu início oficialmente nesta quinta-feira (18) às obras de ampliação das usinas hidrelétricas Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) e Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia), ambas localizadas no Rio Iguaçu. O megaprojeto contará com um aporte financeiro robusto de aproximadamente R$ 5 bilhões, tendo como meta principal elevar em 33% a capacidade de geração de energia do complexo.
De acordo com a diretoria da companhia, as intervenções marcam o maior ciclo de expansão da empresa no segmento de geração nas últimas décadas. O cronograma oficial prevê que todas as etapas estruturais sejam concluídas até o ano de 2030.
Leilão de Reserva e Segurança do Sistema Nacional
A execução dos projetos foi viabilizada após a Copel arrematar lotes estratégicos no Leilão de Reserva de Capacidade (Lrcap) na forma de potência, realizado em março deste ano. O certame nacional teve como objetivo a contratação de energia de prontidão para garantir a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) nos momentos de pico de consumo ou de queda abrupta na geração de fontes intermitentes, como a eólica e a solar.
Com a conclusão da expansão, o potencial instalado das duas usinas saltará dos atuais 6,2 GW (gigawatts) para 8,3 GW. Esse incremento de potência será suficiente para garantir o abastecimento energético de uma população estimada em 6 milhões de pessoas.
Engenharia de ponta e aproveitamento de projetos originais
As ampliações utilizarão soluções de engenharia que minimizam os impactos ambientais e reduzem os custos das obras, aproveitando estruturas planejadas no passado:
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Usina de Segredo: Os técnicos vão reaproveitar túneis de desvio que foram escavados durante a construção original da barragem para conduzir o fluxo de água até as novas estruturas. Com a instalação de duas novas unidades geradoras, a capacidade total de produção da usina será duplicada.
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Usina de Foz do Areia: Sendo a maior usina do portfólio da Copel, a expansão ocorrerá por meio de uma previsão contida no próprio projeto executivo original da década de 1970, que já contemplava o espaço físico e a infraestrutura básica necessários para abrigar novos blocos de geração de energia.
Via: CNN Brasil
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