CIÊNCIA E INOVAÇÃO: Estudo do Tecpar e UFPR demonstra alto potencial farmacêutico e medicinal da inédita "Própolis Azul"

CIÊNCIA E INOVAÇÃO: Estudo do Tecpar e UFPR demonstra alto potencial farmacêutico e medicinal da inédita

Imagem: Hedeson Alves

Uma descoberta científica paranaense promete revolucionar o mercado farmacêutico e de fitoterápicos. Um estudo inédito realizado em parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) revelou o alto potencial medicinal da própolis azul, uma substância rara encontrada exclusivamente no Litoral do Estado.

A pesquisa comprovou que a própolis azul possui uma composição química e ação farmacológica semelhante — e com importantes diferenciais — às própolis verde e vermelha, que já são amplamente consolidadas e utilizadas mundialmente pela indústria de medicamentos.

O diferencial das abelhas nativas sem ferrão

Diferente das variedades verde e vermelha, que são produzidas pelas abelhas tradicionais com ferrão (Apis mellifera), a própolis azul é produzida por abelhas nativas sem ferrão, especificamente da espécie Mandaçaia, no ecossistema da Mata Atlântica.

De acordo com o pesquisador do Tecpar e coordenador do projeto de meliponicultura em Morretes, Renato Rau, as características biológicas desse produto são surpreendentes:

"A própolis azul tem propriedades medicinais que podem contribuir diretamente em ações antimicrobiana, anti-inflamatória, antiparasitária, antiviral e antitumoral. Ela atua como um potente fortalecedor do sistema imunológico e apresenta excelente atividade antibiótica", destaca.

Próximos passos e valorização do Litoral

O estudo resultou na dissertação de mestrado desenvolvida pelo pesquisador Vitor Luis Fagundes no programa de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da UFPR. A partir dos dados obtidos, os cientistas do Tecpar e da UFPR trabalham agora no isolamento e na identificação da molécula "tipificadora" da própolis azul (um processo de padronização semelhante ao que ocorreu no passado com o composto Artepillin C, que consagrou a própolis verde no mercado internacional).

Além do enorme ganho para a ciência da saúde, o projeto carrega um forte impacto socioeconômico. Por ser produzida por abelhas nativas de fácil manejo, a expansão da produção da própolis azul deve se transformar em uma nova e lucrativa fonte de renda para os pequenos produtores e agricultores familiares da região litorânea do Paraná, devido ao altíssimo valor agregado do produto.

Via: AEN

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