Imagem: Mohamed Azakir/Reuters
A escalada das tensões militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã gerou um estado de alerta para as comunidades brasileiras residentes no Oriente Médio. Segundo dados recentes do Itamaraty, pelo menos 52.545 brasileiros vivem oficialmente nos países diretamente impactados pela recente troca de ataques e retaliações na região.
O número considera apenas residentes permanentes e não inclui turistas ou viajantes temporários que possam estar em trânsito nessas nações.
Onde estão os brasileiros na região?
As maiores concentrações de brasileiros estão em países que se tornaram o centro geográfico da crise ou que abrigam bases estratégicas:
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Líbano: 22.000 pessoas (Maior comunidade brasileira no Oriente Médio).
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Israel: 14.000 pessoas.
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Emirados Árabes Unidos: 10.365 pessoas (País atingido por retaliações devido a bases americanas).
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Jordânia: 3.500 pessoas.
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Catar: 2.000 pessoas.
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Irã: 85 pessoas (País alvo da ofensiva inicial coordenada por EUA e Israel).
Tensão e Alertas de Emergência
Relatos colhidos pelo portal indicam momentos de pânico entre os residentes. Em Dubai (Emirados Árabes), brasileiros registraram o recebimento de alertas de "ameaça potencial de míssil" em seus celulares, com orientações para buscarem abrigos imediatos em banheiros ou subsolos durante as interceptações aéreas.
No Irã, brasileiros em Teerã relataram ter ouvido fortes explosões e visto clarões no céu no início da ofensiva. A comunicação com familiares no Brasil tem sido instável desde o início dos bombardeios.
Impacto na Diplomacia e Comércio
A crise não afeta apenas a segurança física, mas também as relações estratégicas do Brasil:
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Agenda Presidencial: A viagem prevista do presidente Lula a Washington este mês está sendo reavaliada e pode ser adiada devido à prioridade dada pelos EUA ao conflito.
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Economia: O Brasil possui um comércio bilateral bilionário com os Emirados Árabes (exportações de US$ 4,5 bilhões em 2024), focado em carnes e açúcar, além de importar petróleo da região.
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Segurança e Inteligência: A Jordânia é o único país da região onde o Brasil mantém adidos da Polícia Federal e de inteligência, sendo um parceiro chave para a estabilidade regional.
Posicionamento do Itamaraty
O governo brasileiro manifestou solidariedade aos países afetados pelos ataques e defendeu publicamente a interrupção imediata das ações militares no Golfo para evitar uma catástrofe humanitária e nuclear. O Ministério das Relações Exteriores segue monitorando a situação e recomenda que brasileiros na região fiquem atentos aos comunicados das embaixadas locais.
Via: g1
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