Imagem: Valter Campanato /Arquivo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para a correção anual de salários, registrou deflação de 0,01% em julho. Com o resultado, o índice acumula alta de 4,10% nos últimos 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esta foi a primeira vez desde agosto de 2025 que o INPC apresentou resultado negativo em um mês. Naquele período, o índice havia registrado deflação de 0,21%.
No acumulado de 2026, o INPC registra alta de 3,5%.
INPC e IPCA
O INPC mede a variação dos preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, abrange famílias com renda de um a 40 salários mínimos.
Em julho, o IPCA registrou alta de 0,07% e acumula avanço de 4,44% em 12 meses. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelo recuo nos preços dos alimentos.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.
O INPC acompanha os preços de 367 produtos e serviços. Os alimentos possuem peso maior na composição do índice em comparação com o IPCA, representando cerca de 25% da cesta pesquisada, devido à maior participação dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda.
Impacto nos salários e benefícios
O INPC tem influência direta sobre a vida de milhões de brasileiros, já que o acumulado em 12 meses é utilizado como referência para o reajuste salarial de diversas categorias.
O índice também participa do cálculo de importantes benefícios e valores. O salário mínimo, por exemplo, utiliza o resultado do INPC de novembro em sua fórmula de cálculo.
Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios de segurados que recebem acima do salário mínimo são reajustados com base no INPC acumulado até dezembro.
Segundo o IBGE, o objetivo do índice é acompanhar a variação dos preços da cesta de consumo da população assalariada de menor rendimento e contribuir para a correção do poder de compra dos salários.
Via: Agência Brasil
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