Imagem: Ricardo Stuckert/PR
Um marco histórico para a soberania e a tecnologia brasileira foi consolidado nesta quarta-feira (25/03/2026). O primeiro caça F-39E Gripen montado integralmente no Brasil foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave supersônica é fruto de uma parceria estratégica entre a brasileira Embraer e a sueca Saab, inserindo o país em um seleto grupo de nações com capacidade para produzir aviões de combate de alta complexidade — um feito inédito na América Latina.
O programa Gripen não apenas reforça a defesa aérea, mas impulsiona a Base Industrial de Defesa (BID) por meio da transferência de tecnologia. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o projeto já é responsável pela geração de mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos, qualificando profissionais brasileiros para atuar na cadeia global aeroespacial. Das 36 unidades adquiridas pelo Brasil, 15 serão produzidas em instalações nacionais.
Inovação e o Futuro da Mobilidade
Além do caça supersônico, a comitiva presidencial conheceu o protótipo do eVTOL, popularmente conhecido como "carro voador". Desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, o veículo é 100% elétrico e possui decolagem e poisos verticais. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, ressaltou que o Governo Federal disponibilizou R$ 108 bilhões via BNDES para projetos de inovação, reforçando que "quem domina a tecnologia, domina o futuro".
O ministro da Defesa, José Múcio, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Marcelo Damasceno, destacaram que a produção local consolida o Brasil como o maior polo produtor de defesa da região. "Temos totais condições de produzir mais aeronaves Gripen em território nacional, dada a nossa base tecnológica sólida e capital humano qualificado", afirmou Damasceno, classificando a entrega como o capítulo mais importante da história da aviação nacional.
Soberania e Desenvolvimento Industrial
A fabricação do Gripen no país reduz a dependência de fornecedores estrangeiros e amplia o poder de dissuasão das Forças Armadas, garantindo maior segurança regional. O investimento em tecnologia de ponta gera um "efeito cascata" positivo em outros setores da indústria nacional, elevando o valor agregado da produção brasileira e fortalecendo a economia através de inovação e exportação de conhecimento técnico.
Órgãos de regulação e defesa, como o Ministério da Defesa e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), desempenham funções fundamentais no licenciamento, monitoramento e fiscalização de projetos aeroespaciais. Esse trabalho de vigilância técnica e estratégica é essencial para garantir que o desenvolvimento de novas tecnologias, tanto no campo militar quanto no transporte civil elétrico, ocorra dentro dos mais rigorosos padrões de segurança internacional, protegendo a soberania nacional e fomentando o progresso científico do país.
Via: Agência Brasil
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