Imagem: Governo de São Paulo/Divulgação
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da estratégia de vacinação utilizando o imunizante contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida de precaução foi adotada após os sistemas de vigilância pós-vacinação identificarem 42 episódios de reações adversas consideradas graves e severas.
O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante entrevista coletiva de imprensa. De acordo com o chefe da pasta, a suspensão ocorre após a aplicação de aproximadamente 500 mil doses em todo o território nacional.
“Nós estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar temporariamente a atual estratégia de uso da vacina do Butantan contra a dengue no país”, afirmou o ministro.
Sintomas inesperados e público afetado
Os relatos apontam que os pacientes que sofreram as reações apresentaram sintomas severos, que incluem fortes dores abdominais, vômitos e quadros de sangramento. O ministro ressaltou que as ocorrências acenderam um sinal de alerta porque algumas dessas manifestações clínicas não haviam sido mapeadas anteriormente.
“Neste meio milhão de doses, foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas ao momento em que a vacina foi aplicada. Inclusive, algumas dessas reações foram absolutamente inesperadas, porque não haviam sido observadas nos estudos clínicos realizados antes da aprovação do imunizante”, detalhou Padilha.
A segurança do imunizante havia sido testada nas fases 1, 2 e 3 dos estudos clínicos preliminares, que envolveram cerca de 11 mil participantes voluntários e não registraram tais efeitos.
Alcance do bloqueio vacinal
Com a determinação do governo federal, a paralisação imediata da vacinação atinge diretamente dois grupos principais:
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Profissionais de Saúde: Fica suspensa a aplicação em trabalhadores da atenção primária à saúde em todo o Brasil;
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Municípios com estratégias locais: A interrupção afeta os mutirões e calendários específicos que vinham sendo conduzidos nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Ibaranguá (CE) e em toda a região do Araguaia, no estado do Tocantins.
A descontinuação temporária servirá para que o Ministério da Saúde, a Anvisa e os cientistas do Instituto Butantan analisem detalhadamente o prontuário dos 42 pacientes afetados e investiguem se há relação causal direta entre os lotes da vacina e as reações clínicas severas.
Via: CNN Brasil
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