Imagem: Divulgação Bem Paraná
A cena política paranaense sofreu uma forte reviravolta nesta quinta-feira (26/03/2026). A chegada do senador Sérgio Moro ao Partido Liberal (PL) para disputar o Governo do Estado desencadeou uma debandada histórica: pelo menos 51 dos 53 prefeitos filiados à legenda anunciaram que deixarão o partido. A decisão coletiva foi comunicada após uma reunião liderada pelo deputado federal Fernando Giacobo, ex-presidente da sigla no estado, sob o lema “Retroceder jamais”.
Giacobo não poupou críticas ao novo correligionário, relembrando episódios do passado entre o ex-juiz e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O grupo de prefeitos justificou a saída em nome da "coerência política", afirmando que a mudança é necessária para manter o apoio ao atual governador, Ratinho Jr., e garantir a continuidade dos projetos em andamento no Paraná. Entre os líderes do movimento está o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Assis Chateaubriand.
Bastidores e Atritos Partidários
Sérgio Moro formalizou sua entrada no PL na última terça-feira (24), em Brasília, em um evento que contou com as presenças de Valdemar Costa Neto e do senador Flávio Bolsonaro — este último, pré-candidato à Presidência da República. A deputada federal Rosangela Moro também assinou ficha na legenda. Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto para o governo estadual, a trajetória de Moro tem sido marcada por resistências internas:
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União Brasil: O senador protagonizou conflitos intensos com a antiga sigla em 2024, chegando a contestar candidaturas estratégicas e pedir intervenção da cúpula nacional.
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Progressistas (PP): No final do ano passado, o grupo liderado por Ricardo Barros e Ciro Nogueira vetou qualquer possibilidade de Moro ser o candidato da federação entre PP e União Brasil ao governo paranaense.
O Cenário Eleitoral
A saída em massa de prefeitos do PL enfraquece a base de apoio municipal da legenda no Paraná, criando um desafio logístico e político para a campanha de Moro. Por outro lado, o senador aposta em sua popularidade direta com o eleitorado e no alinhamento com a cúpula nacional do PL para consolidar sua candidatura.
Órgãos de justiça eleitoral e tribunais de contas desempenham funções fundamentais no licenciamento de candidaturas, monitoramento de gastos de campanha e fiscalização do cumprimento da Lei Eleitoral. Esse trabalho de vigilância técnica e jurídica é essencial para garantir a transparência do processo democrático, assegurando que a alternância de poder e as movimentações partidárias ocorram com segurança jurídica e respeito à vontade do cidadão paranaense.
Via: Bem Paraná
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