Imagem: Petrobras/Divulgação
A Petrobras divulgou, nesta quinta-feira (6), o balanço financeiro relativo ao segundo trimestre de 2026, reportando um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões atribuído aos acionistas. O resultado representa um crescimento de 96,8% em comparação aos R$ 26,7 bilhões apurados no mesmo período do ano passado e se consolida como um recorde para a estatal.
Em entrevista concedida nesta sexta-feira (7) ao CNN Money, o diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo, afirmou que a Petrobras não observa defasagem no preço praticado nos combustíveis e garantiu que o tema não impactou negativamente o desempenho financeiro do trimestre. "Não há esse efeito nos preços, está tudo contabilizado", destacou o CFO.
Produção recorde e alta do petróleo Brent impulsionam resultados
O desempenho da estatal foi alavancado principalmente pelo aumento da produção operacional, pela expansão das exportações e pela valorização das cotações internacionais do petróleo tipo Brent, que subiram 54,1% no período, alcançando a média de US$ 104,52 por barril em razão do cenário geopolítico e conflitos no Oriente Médio.
Entre os principais indicadores do balanço do 2º trimestre de 2026 destacam-se:
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Lucro recorrente: Alcançou R$ 55,8 bilhões, um avanço de 40,5% em relação ao segundo trimestre de 2025 (R$ 23,2 bilhões).
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Produção operacional: Atingiu o volume de 2,7 milhões de barris por dia, marca histórica registrada pela petroleira.
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Política de investimentos: A direção financeira reiterou que os projetos da empresa continuam sendo aprovados considerando patamares de preços de petróleo mais conservadores para garantir a saúde financeira do negócio em caso de recuo nas cotações globais.
Pagamento de dividendos e prioridades orçamentárias
Acompanhando a divulgação dos resultados, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em dividendos aos acionistas (equivalente a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial), como antecipação relativa ao exercício de 2026.
Segundo Melgarejo, a ordem de prioridade da alocação de capital da petroleira para os próximos trimestres prioriza investimentos rentáveis e a gestão do endividamento, indicando baixa probabilidade de distribuição de dividendos extraordinários adicionais ainda neste ano.
Via: CNN Brasil
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