Imagem: Arnaldo Alves/AENPR
A região Oeste do Paraná registrou uma redução de 90% nos casos de raiva em animais de produção (bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos e caprinos) entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O número de animais diagnosticados despencou de 86 casos (em 69 focos) para oito casos (em oito focos).
A queda ocorreu na área que concentrava o maior número de registros da doença no Estado, respondendo por mais de um terço das ocorrências estaduais em 2025. O resultado reflete o trabalho contínuo de prevenção e controle conduzido pela Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
No panorama estadual, os diagnósticos em animais mantêm trajetória decrescente:
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2024: 259 casos
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2025: 230 casos
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2026: 117 casos (até o momento, em 101 propriedades)
Profilaxia e Controle
A vacinação é a principal medida preventiva para os animais de produção. A imunização deve iniciar aos três meses de idade, com uma segunda dose aplicada entre 21 e 30 dias e, posteriormente, reforço anual.
Desde setembro de 2025, a vacinação é obrigatória em 30 municípios do Oeste paranaense. Nessas localidades, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) está condicionada à comprovação da imunização durante a campanha anual de atualização de rebanhos da Adapar.
Além da vacinação, a Adapar realiza o cadastro, o monitoramento e o controle de abrigos de morcegos hematófagos — principais transmissores do vírus. Por serem espécies silvestres protegidas, o controle é feito exclusivamente por equipes capacitadas da Agência com o uso de pasta vampiricida. Os produtores não devem tentar eliminar morcegos por conta própria, mas podem aplicar a pasta ao redor de lesões identificadas no rebanho, conforme orientação técnica.
Como Agir
Ao identificar animais com sinais suspeitos de raiva — como mudança de comportamento, salivação excessiva, dificuldade de locomoção, paralisia e quedas —, o produtor deve acionar imediatamente o escritório local da Adapar e evitar qualquer manipulação direta.
Morcegos caídos, mortos ou com comportamento anormal também devem ser comunicados à Agência. Em caso de contato humano com a saliva de animais suspeitos, a orientação é procurar prontamente uma unidade de saúde.
Via: Alerta Paraná